Trabalham, trabalham as formigas. Não sabem de Marx e da mais-valia. Trabalham apenas por que a Natureza precisa ser construída. E nesse labutar incessante, justificam a necessidade da vida. Não precisam se preocupar com a camada de ozônio, o que prova que o trabalho não precisa ser destrutivo. Não se preocupam com as Bolsas de Valores, o que prova que o trabalho não precisa gerar lucros. Não se preocupam com a especulação imobiliária, o que mostra que o trabalho pode ser solidário e ter um sentimento coletivo. São uma comunistas, essas formigas!
Diante de um navio que naufragava com os passageiros, um homem se pôs a falar sobre a injustiça dos deuses; por causa de um que os tinha ofendido, estavam pagando os inocentes. Enquanto falava, foi mordido por uma formiga - havia muitas onde ele se encontrava. Apesar de só uma havê-lo mordido, ele matou todas. Hermes então tomou a palavra: - Tu, que te vingas assim de uma formiga, não admites que os deuses ajam à tua maneira? Diante da desgraça, não blasfeme contra os deuses: examina antes teus próprios erros. (Autor: Esopo)
Uma formiga sedenta veio à margem do rio para beber água.
Para alcançá-la, devia descer por uma folha de grama. Quando assim fazia, escorregou e caiu dentro da correnteza.
Uma pomba, pousada numa árvore próxima, viu a formiga em perigo.
Rapidamente, arrancou uma folha da árvore e deixou-a cair no rio, perto da formiga, que pode subir nela e flutuar até a margem.
Logo que alcançou a terra, a formiga viu um caçador de pássaros, que se escondia atrás duma árvore, com uma rede nas mãos.
Vendo que a pomba corria perigo, correu até o caçador e mordeu-lhe o calcanhar. A dor fez o caçador largar a rede e a pomba fugiu para um ramo mais alto.